Depois da edição do single Só te sei amar a ti (finais de 2020), o músico português Pedro Mendes edita hoje o seu álbum de estreia Tempo. E, em simultâneo, o single Miúda.

Porquê o nome Tempo para um álbum de estreia? Pedro Mendes diz-nos que “o nome Tempo surgiu de imediato, assim que o álbum foi fechado , e nem outro nome equacionei, pois apenas este me fazia sentido. Neste trabalho revejo muito do que fui, de quem sou e, de certa forma, como espero vir a encarar o futuro.” É assim um disco pessoal, que fala de experiências na primeira pessoa? “este trabalho é como se fosse um reflexo de pessoas com quem me cruzei, de algumas das minhas referências e também dos meus valores. Nele encontro histórias, umas minhas outras de pessoas com quem me cruzei, mas todas especiais pelo significado que tiveram.”

Em termos de sonoridade, o que podemos ouvir em Tempo? Explica-nos Pedro Mendes que “a base deste trabalho é, essencialmente, Pop/Rock, mas sentem-se algumas influências da música tradicional portuguesa. Poderão ouvir temas em português, maioritariamente, mas também alguns em inglês. De baladas a temas mais animados, tentei que fosse um álbum com letras e músicas que cativassem as pessoas e com as quais se pudessem identificar. Creio termos conseguido uma boa ligação e equilíbrio entre os vários temas e acredito que há mensagens fortes nas quais o público se irá rever.”

Depois de uma balada (Só sei amar a ti), um single mais rock (Miúda) que sai no mesmo dia em que o álbum Tempo. Podemos saber quais as tuas principais referências? Nacionais e internacionais? “ena pá! Isso é pergunta que dá testamento na resposta. Vou tentar ser sucinto… Em Portugal: Rui Veloso, Pedro Abrunhosa, Tim, José Cid, Sónia Tavares, David Fonseca, Miguel Araújo, Marisa Liz… bolas, em Portugal há tanto talento! Internacionais: Donny Hathaway, Stevie Wonder, Adele, John Legend, Bruno Mars, Pearl Jam, Foo Fighters, MUSE, System of a Down… é melhor parar”, conta-nos Pedro Mendes.

Mas existe um outro mundo na vida de Pedro Mendes. Um mundo que o preenche de uma forma única e gratificante: ser professor de Educação Especial. Nas palavras do músico português “ser professor de Educação Especial é, por si só, um desafio exigente e constante. Mas, o último ano, dado o contexto da Pandemia, sem dúvida que conseguiu elevar ainda mais a fasquia de tudo o que está inerente às nossas funções. Tem sido, acima de tudo, um ano de constante adaptação e resiliência, em que muitas das nossas fraquezas e virtudes foram “testadas” …um ano em que tivemos de dar ainda mais de nós! Apesar de todas as adversidades e retrocessos que este ano trouxe, creio que foi um ano de aprendizagem e evolução, que nos mostrou o quanto as nossas ações conseguem fazer a diferença na vida dos nossos alunos.”

O álbum de estreia Tempo e o single Miúda já estão nas plataformas digitais.